XYZ BIMColectivo · Portugal
PTENDE
↘ destilado de 705 concursos · 2010–2026

O caderno de encargos perfeito e a resposta perfeita.

Quinze anos de concursos de arquitetura em Portugal, dissecados documento a documento, reduzidos à estrutura que se repete — e aos buracos que custam propostas, prémios e prazos. Sem hospedar trabalho de ninguém: só o padrão.

705concursos
1 059documentos lidos
105relatórios de júri
89,4%contratação 2023–25 com preço no critério — a conceção é a excepção
0/1059citam ISO 19650
Achado central: em 1 059 documentos (2010–2026), zero menções a ISO 19650, COBie, LOD ou CDE — os cadernos portugueses pedem BIM sem vocabulário normativo. O primeiro EIR real aparece em 2025, com exclusão à chave. O DL 10/2024 só obriga BIM a 2030. A janela para fixar o padrão é agora.

o que os dados dizem

A evidência por trás da estrutura — medidas no arquivo, não opiniões.

Concursos arquivados por ano

705 concursos com data na plataforma OA [medido]

10131610318202224262010–2026

O que os cadernos quase nunca trazem

Presença de cada secção nos 19 documentos normativos analisados [medido]. A validade das propostas — 1 em 19 — é o buraco sistémico.

Objeto/âmbito15Entidade adjudicante15Exclusões (por conteúdo)15Preço/honorários14Equipa projetista14Critérios de avaliação14Prazos13Programa/áreas12Fases/receção11Propriedade intelectual11Decisão/notificação11Esclarecimentos/visitas10Peças da proposta10Publicidade/exposição10Penalidades/resolução9Caução8Anonimato (no texto)7Validade das propostas1

Quem decide o quê

Famílias de critérios nos 46 relatórios legíveis e peso modal observado [medido]. No concurso de conceção o preço não é critério — no resto do mercado decide ~90%.

Qualidade/conceito da solução37Exequibilidade técnico-financeira37Adequação ao programa28Integração na envolvente27Sustentabilidade/manutenção27Preço/honorários0

O preço no critério, com e sem assessoria da OA

Critério de seleção por procedimento, 2020–2022 [medido]. Com assessoria: preço 0 vezes em 3 anos. Sem assessoria: ~67% envolvem preço. Em 2023–25, 89,4% de 386 procedimentos tiveram preço no critério — os 10,6% restantes são os concursos de conceção.

52020c/a16117s/a72021c/a1617s/a222022c/a1320s/apreço mais baixomultifator c/ preçosó qualidade

Contra quantos se compete

Propostas recebidas por concurso; mediana do arquivo ≈ 21 [medido]

Torres Vedras 2016 · Brinquedo75Selvagens 201663Abrantes 2021 · Multiusos53Sommer Pavilion 201846Alfazina 2020 · IHRU41Boavista 201334MNAC 202429Olho de Vidro 202028Conchinhas 202223Martim Moniz 202321Museu da Música 202017Gusmão 2.ª ed. 202517Évora 20247av. Júlio Santos 20223

O que paga um 1.º prémio

Intervalos reais do prémio de consagração, em milhares de euros [medido]. O vencedor recebe ainda o contrato de projeto.

Pequenos concursos (Açores)2–3 k€Selvagens 20165 k€IHRU 2020–23 · S. Engrácia7–8 k€Évora · Castelo Branco · MNAC · Acad. Ciências9–12.5 k€CPP · Torres Vedras · Areia Branca12–15 k€Martim Moniz 202330 k€

O caderno de encargos de concurso perfeito — meta-estrutura

Para quem escreve cadernos (donos de obra, assessorias técnicas, municípios, SRU). Destilado de 63 documentos normativos analisados em profundidade + 105 relatórios de júri + todos os ciclos de esclarecimentos do arquivo da OA (705 concursos, 2010–2026). Cada afirmação estrutural tem por trás frequências medidas.

Que procedimento é este? (ler antes de tudo)

A primeira decisão muda o critério, as peças e a estratégia — e o arquivo mostra que se confundem com frequência:

Concurso de conceção Aquisição de serviços de projeto Conceção-construção
Quem decide júri de conceção (5+5), anonimato 219.º-B júri CCP, proposta técnica+preço empreiteira lidera, preço pesa
Preço no critério não [medido] sim (multifator ou preço mais baixo) sim, dominante
Remuneração prémios + contrato ao vencedor (art. 27.º/g) preço base/proposta embutida na empreitada
Documento-chave TR/programa (este meta-caderno) PP + CE com CTE caderno do empreiteiro
Prevalência 2023–25 9,8% (38/386) 61,1% 25,4% [medido]

Este documento escreve-se para a primeira coluna — mas a PARTE IV (EIR) aplica-se às três; nos serviços e na conceção-construção é onde a OA-SRLVT documenta as piores patologias de qualidade [medido].

1. Princípios (o que separa o perfeito do médio)

  1. Um documento, uma numerção. O arquivo está cheio de matéria dividida entre CE e TR sem tabela de equivalência (CML: caução no CE, critérios no TR) e cláusulas técnicas que reiniciam em "1.ª" — duas cláusulas 1.ª no mesmo caderno [medido]. O caderno perfeito é um único corpo articulado com numeração contínua e índice.
  2. Datas e placeholder verificados. Existe um TR oficial publicado com "Deliberação da CML de **/07/2025" — asteriscos incluídos [medido]. Nada sai com placeholders.
  3. Neutro tecnologicamente. Proibido nomear software/marca/formato proprietário; bases entregues em IFC/DXF, nunca só .rvt [medido].
  4. Preço não é critério de conceção — mas decide quase todo o resto. Nos 105 relatórios de júri de conceção do arquivo, "honorários" tem 0 ocorrências [medido]. Escopo: isto caracteriza o concurso de conceção, não o mercado. A contratação pública de arquitectura no seu conjunto é dominada pelo preço: o Observatório OA-SRLVT 2023–2025 mede 89,4% de 386 procedimentos com preço no critério — e os 10,6% sem preço são, com dois de folga, exactamente os 38 concursos de conceção [medido]. E o Observatório 2020–2022 separa por assessoria: com assessoria da OA, o preço foi critério 0 vezes em três anos; sem assessoria, ~67% dos procedimentos envolvem preço [medido]. A diferença entre os dois mundos é o documento — é o que este meta-caderno é.
  5. Exigível a um atelier de 3 pessoas. Toda a exigência (incl. BIM) tem de ser cumprível com software livre; provas de qualificação só na habilitação, nunca na proposta [princípios P1–P5].
  6. Cada regra de forma tem de valer a exclusão que provoca. Em 2025 um concurso teve TODAS as propostas excluídas e foi revogado [medido]. Regras formais duplicadas (painel físico E digital "sob pena de exclusão") são armadilhas, não rigor [medido].

2. A estrutura (esqueleto consolidado por frequência)

O documento perfeito tem 4 partes num só corpo — correspondem aos 4 géneros que hoje andam espalhados por ficheiros separados [medido]:

PARTE I — Procedimento (esqueleto de ~25 artigos, presente em ≥3 dos 6 TR analisados com ordem estável [medido])

# Artigo Frequência no corpus Obrigatório no perfeito
1 Objeto e modalidade 15/19
2 Entidade adjudicante + assessoria técnica 15/19
3–4 Júri (5 efetivos + 5 suplentes, art. 68.º/219.º-E CCP) 10/19 (22/22 nas fichas OA)
5–6 Consulta do processo, visitas ao local 10/19
7–8 Concorrentes, equipa, impedimentos 14/19
9 Esclarecimentos (ciclo com prazos) 10/19
10–13 Documentos da proposta + formato + anonimato (art. 219.º-B CCP) 10/19
14–15 Lugar/data-limite, idioma 13/19
16 Vários trabalhos por concorrente
17–18 Critérios com pesos + desempate 14/19
19 Exclusões tipificadas 15/19 por conteúdo
20 Prémios + notificação (art. 219.º-I CCP) 6/19 nos CC, 22/22 OA
21–26 Habilitações, direitos de autor, exposição, calendário 8–11/19
Validade das propostas 1/19 — quase nunca definida ● (adicionar!)

Buraco sistémico: em 12/19 cadernos a data-limite vive fora do documento principal (anúncio/plataforma) — as retificações de datas são o motivo mais comum de esclarecimento [medido]. O perfeito traz o calendário completo em tabela própria.

Boas práticas que o TR médio perde: (a) validade das propostas com número — 120 dias é a referência corrente em procedimentos de serviços; nos cadernos OA é o buraco de 1/19; (b) anexos-modelo como parte do esqueleto — biblioteca de modelos (declaração de proposta, termos de responsabilidade por função, quadro-tipo de equipa, três formas de caução) que elimina ambiguidade de entrega; (c) artigos que quase ninguém traz e valem acrescentar: propostas variantes, assinatura da proposta, publicação da lista de concorrentes.

PARTE II — Contrato (cláusulas, quando há adjudicação de projeto)

Capítulos: I Disposições gerais (objeto, preço base) · II Obrigações (fases, prazos por fase — EP 30–60 d, anteprojeto 60 d [medido] — esclarecimentos, responsabilidade por erros, receção, PI, sigilo, pagamentos) · III Penalidades e resolução · IV Caução (8/19; liberação 30 dias, art. 295.º CCP) e seguros · V Disposições finais (subcontratação, comunicações, contagem de prazos, litígios, RGPD) [medido]. Na versão madura: obrigações da EA em capítulo próprio e retenção nos pagamentos como cláusula autónoma.

PARTE III — Programa preliminar (anexo técnico)

  1. Preâmbulo · 2. Enquadramento · 3. Localização e limites · 4. Caracterização · 5. Objetivos · 6. Programa funcional com quadro de áreas por célula · 7. Estimativa de custo de obra (o par valor base + custo de obra está em 15/22 fichas OA) · 8. Sustentabilidade construtiva · 9. Condicionantes urbanísticas explícitas ("máx. 3 pisos acima do solo…") · 10. Anexos [medido]. Boa prática: numeração das especialidades por códigos estáveis ao longo de todo o caderno e do mapa de preços — dá rastreabilidade entre programa, preços e facturação e mata a patologia das "cláusulas 1.ª duplicadas".

PARTE IV — Requisitos de Troca de Informação (EIR)

A secção que não existe em nenhum dos 1059 documentos do arquivo com vocabulário normativo (0 menções a ISO 19650/COBie/LOIN/CDE) — mas já irrompe em 2025 (SRU Lisboa Ocidental: ANEXO II EIR, gestor BIM 90 h, exclusão por Declaração de Competências BIM incompleta) [medido]. O texto pronto a adotar assenta em: princípios P1–P5, intercâmbios por fase, LOIN sem LOD genéricos, nomeação, PT-TM06/EPSG:3763, formatos abertos (IFC4/BCF/IDS/CSV), 10 critérios de aceitação automatizáveis, calendário, checklist de exigibilidade.

Regras de sobrevivência do EIR: (1) tem linha de preço — capítulo próprio no mapa de preços, com decisão expressa sobre se entra em percentagens mínimas por componente e no desempate (um EIR sem preço é trabalho não pago; sem pontuação é inavaliável); (2) tem responsável nomeado na equipa (linha no quadro-tipo) — senão não há a quem dirigir a rejeição de uma entrega não conforme; (3) especificação por desempenho, nunca por meios — o que sai do requisito: cobertura, exatidão com números, formatos; nunca a prescription de instrumentos; (4) "um requisito sem número não é exigível" — tolerâncias, quantidades e limiares fixados no caderno, não remetidos para o BEP; (5) qualificação exigida proporcional ao mercado real — se ninguém no país pode demonstrar a experiência, a exigência vai para ensaio pós-adjudicação, não para currículo.

3. Critérios de avaliação (o desenho que os júris realmente usam)

Frequências medidas em 46 relatórios com critérios legíveis [medido]:

Fator Presença Pesos dominantes
Qualidade/conceito da solução 37/46 (nunca <25%) 30% (21×), 40% (5×), 35% (5×)
Exequibilidade técnica-financeira/racionalidade construtiva 37/46 25% (27×), 20% (8×)
Adequação ao programa 28/46 15% (20×)
Integração na envolvente/território 27/46 15% (20×)
Sustentabilidade/manutenção 27/46 15% (24×)
Preço/honorários 0/46

Esquema recomendado (o mais testado do arquivo, ≥15 concursos IHRU/Lisboa Ocidental 2021–2024): 30 / 25 / 15 / 15 / 15, com subfatores na linha do modelo 2025 (35/25/25/15 com C1.1–C1.3) [medido]. Regras: pesos somam 100% (falha clássica verificada: somas ≠100 [medido]); escala ancorada 1–10 com descritores por nível publicados no caderno (10 = "notável clareza e consistência"; 6 = "bastantes aspetos sem desenvolvimento"; 4 = "debilidades formais") [medido]; desempate = melhor pontuação no fator de maior peso.

4. Prémios (intervalos reais)

1.º prémio €2 000–30 000: pequenos concursos açorianos €2–3 mil; IHRU/Santa Engrácia €7–8 mil; Évora/Castelo Branco/MNAC/Academia Ciências €9–12,5 mil; Martim Moniz €30 mil. Estrutura: prémio de consagração + prémios de participação + menções não pecuniárias; o vencedor recebe ainda o contrato por ajuste direto (art. 27.º/g CCP) [medido]. Regra prática: prémios ≥ investimento pedido aos concorrentes (o manual do promotor da OA pede exatamente este equilíbrio [medido]).

5. Checklist anti-patologias (antes de publicar)

  • [ ] Uma numeração contínua; zero placeholders; datas em tabela própria
  • [ ] Nenhuma regra formal duplicada (físico+digital com dupla exclusão)
  • [ ] Peças exigidas = peças listadas uma única vez, com formato e dimensão
  • [ ] Anonimato com instruções de embalagem separada explícitas (é a exclusão nº1 real [medido])
  • [ ] Critérios: pesos somam 100%, escala com descritores, sem preço
  • [ ] Ciclo de esclarecimentos com prazo e forma (gera documento datado)
  • [ ] EIR nos termos dos princípios P1–P5 ( provas só na habilitação)
  • [ ] Validade das propostas definida com número (referência corrente: 120 dias)
  • [ ] Caução/penalidades proporcionais (ou ausentes em concurso de ideias — 0/22 fichas OA as têm [medido])
  • [ ] Anexos-modelo incluídos (declarações, termos de responsabilidade, quadro de equipa, formas de caução)
  • [ ] O EIR tem: linha de preço, responsável nomeado na equipa, números em todas as tolerâncias

6. Erros que o arquivo documenta (não repetir)

  1. TR com data em asteriscos publicado [medido] · 2. "Cadernos" OA que são catálogos pós-concurso sem bases [medido] · 3. Regulamentos de prémios misturados com concursos de encomenda [medido] · 4. Templates clonados entre entidades propagando erros (Loures/SGMAI/Abrantes; 4 escolas CML com o mesmo CE) [medido] · 5. Decisões de fundo tomadas em esclarecimentos ("o muro está fora da área") em vez de no programa [medido] · 6. Exigência BIM sem reciprocidade (exigir IFC, fornecer .rvt; ou exigir BIM e não fornecer levantamento BIM) [medido].

7. Validação externa

A estrutura foi ainda confrontada com procedimentos de aquisição de serviços de projeto (regime CCP, adjudicação por proposta economicamente mais vantajosa): as quatro partes mantêm-se — o documento procedimental mapeia na Parte I, os capítulos jurídicos na Parte II, o programa técnico (embutido ou autónomo) na Parte III, e a gestão da informação volta a estar ausente dos publicados e presente nas propostas de melhoria — a mesma assimetria do corpus OA. As diferenças são de regime (preço vs prémio; habilitação por quadros-tipo) e de disciplina de numeração, não de estrutura.

7.2 Padrões internacionais (7 sistemas, fontes oficiais)

Confronto com UIA/UNESCO 2020, Alemanha (RPW 2013), França (loi MOP/CCP via MIQCP), Reino Unido (RIBA), Suíça (SIA 142/143:2025), Nórdicos (DK/NO/SE) e Espanha (Ley 9/2017 arts. 183–193) [31 fontes oficiais]:

O que se confirma: a Parte I equivale às "Regulations" que todos os 7 sistemas têm (júri, anonimato, esclarecimentos, critérios, prémios, calendário) e a Parte III ao "Programme" universal — a UIA chega a pedir o orçamento no programa, tal como esta estrutura [medido]. A Parte II (contrato dentro do caderno) é pouco comum: FR/DE/ES adjudicam ao vencedor por via própria e a UIA exige só um compromisso de contratação em 24 meses com compensação mínima se a obra não avançar — adicionar como artigo próprio [leitura].

O que os sistemas internacionais têm e os cadernos portugueses não: (a) fase de revisão dos premiados (Überarbeitungsphase alemã — os classificados reelaboram com acompanhamento pago); (b) exposição pública e relatório publicado como etapa normalizada do fim do procedimento; (c) declarações-modelo normalizadas (UK/RIBA); (d) júri ímpar com maioria de peritos independentes (UIA ≤9; RPW; SIA ≥½ independentes; quotas DK/FR ⅓, ES ⅔) — o júri 5+5 par praticado em Portugal é singular no panorama [medido]; (e) prémios em regra internacional: UIA 3–10 prémios + menções ≤30% dos concorrentes; Alemanha: Wettbewerbssumme ≥ honorário da fase de planeamento preliminar, a esgotar pelos premiados [medido].

A Parte IV é a lacuna comum: nenhum dos 7 sistemas tem bloco autónomo de requisitos de informação no brief — a Espanha tem apenas uma habilitação genérica (DA 16.ª Ley 9/2017) e a Noruega mantém o brief só processual [medido]. Quem legisla para o lado do BIM fá-lo-para-fora das regras de concurso: Dinamarca BEK 119/2013 §6 (modelos digitais em concursos de projeto), Espanha Orden PCM/818/2023 (requisitos BIM nos pliegos por tipologia, incluindo "Concursos de proyectos"; cadeia OC 1/2025: Objetivos→Usos→Modelo→Entregables→ECD→BEP), e a base europeia é o art. 22(4) da Diretiva 2014/24/UE — permite exigir ferramentas BIM em obras e concursos de design [medido].

Reforços internacionais para a Parte IV: (1) cláusula "verificável automaticamente = verificado automaticamente" (princípio Statsbygg/SIMBA); (2) matriz de requisitos disciplina × fase (SIMBA 7×4; COBim 13 séries); (3) fundamento legal expresso no articulado (art. 22(4) diretiva + DL 10/2024); (4) Information Protocol como anexo contratual (sucessão UK do CIC BIM Protocol); (5) ponte EIR→exploração (AIR/COBie-lite de manutenção — Espanha/Dinamarca).


Fontes

Analise de 1 059 documentos de 705 concursos de arquitetura publicados em Portugal entre 2010 e 2026, dos quais 105 relatorios de juri; e o confronto com sete sistemas internacionais pelas suas fontes oficiais — UIA/UNESCO 2020, RPW 2013 (Alemanha), MIQCP (Franca), RIBA (Reino Unido), SIA 142/143:2025 (Suica), regras nordicas e a Ley 9/2017 (Espanha) — e com a legislacao aplicavel: Diretiva 2014/24/UE art. 22(4), DL 10/2024, ISO 19650-2, ISO 7817-1, Orden PCM/818/2023.

Cada afirmacao estrutural tem por tras uma frequencia medida no corpus. As marcas [medido] e [leitura] separam o que esta contado no arquivo do que e interpretacao. Os casos de exclusao citados constam de relatorios de juri publicados.

Proveniencia primaria: arquivo historico de concursos da Ordem dos Arquitectos, consultado em agosto de 2026.

Estrutura e padrões destilados do arquivo histórico de concursos da Ordem dos Arquitectos, consultado em agosto de 2026. Não se reproduz aqui trabalho de nenhuma sociedade: apenas o que se repete entre concursos. Metodologia e limites em «Fontes», no fim de cada documento.