LOD mede quanto do elemento está definido e fiável no modelo — de 100 (conceito) a 500 (as-built). A pergunta certa nunca é «qual é o LOD?»: é «qual é o LOD para este uso?».
Em uma frase: LOD (Level of Development) é uma escala de 100 a 500 que diz quanto se pode confiar na informação de cada elemento do modelo — formalizada na LOD Specification do BIMForum (herdada do AIA americano) e hoje em dia convive com o LOIN da norma europeia, que veremos abaixo.
Cada degrau compra um uso novo. A faixa sublinhada é onde vivem quase todos os projetos reais — e é a faixa até à qual este coletivo entrega: máximo LOD 350, sem 400/500.
| degrau | o que está definido | o uso que compra |
|---|---|---|
| LOD 100 | O elemento existe como símbolo ou massa conceptual; as quantidades são ordem de grandeza. | Estudos de viabilidade, massing, programa. |
| LOD 200 | Elemento aproximado: quantidade, tamanho, forma, posição e orientação genéricas. | Base de projeto prévio, estimativas, requerimento. |
| LOD 300 | Elemento definido: tamanho, forma, localização e identidade concretas. Pode medir-se ao modelo. | Projeto de licenciamento, medições, orçamento. |
| LOD 350 | LOD 300 + interfaces com os sistemas vizinhos (suportes, ligações, folgas). | Coordenação de especialidades, deteção de conflitos. |
| LOD 400 | Detalhe de fabrico, montagem e aplicação. | Obra: execução guiada pelo modelo. |
| LOD 500 | Elemento verificado contra o construído (as-built). | Gestão do ativo, manutenção. |
A ISO 19650 não usa LOD. Usa LOIN (Level of Information Need, formalizado na EN 17412-1): em vez de uma escala única, define-se por elemento e por finalidade — geometria necessária, dados alfanuméricos, documentação — qual a informação precisa para aquele uso (dimensionar, coordenar, adjudicar, gerir). Em prancheta: «LOD 300» é o atalho de conversa; o LOIN é a resposta que um caderno de encargos segundo a ISO 19650 espera ver. O efeito prático é o mesmo desta página inteira: ninguém deve pagar por informação que nenhum uso justifica.
Em Portugal, a realidade medida é que nem esta conversa ainda aconteceu: 0 menções a LOD em 1 059 documentos de concursos de arquitetura (2010–2026) (meta-concurso [medido]). Quando a exigência BIM do DL 10/2024 chegar (2030), o vocabulário que os cadernos vão adotar é este — chega a tempo de contratar bem antes de alguém contratar por si.
Uma escala de 100 a 500 que mede quanto da informação de um elemento é fiável: 100 é conceito, 300 é definido e medível, 500 é verificado contra o construído. Definição formal na LOD Specification do BIMForum.
LOD 200–300 para base de projeto e licenciamento; LOD 350 para coordenação de especialidades. Acima disso, só com um uso concreto que exija — fabrico (400) ou gestão de ativo verificada (500).
Não — detalhe é quanto se vê, desenvolvimento é quanto se sabe. Contrata-se o segundo.
É a versão europeia (EN 17412-1, usada pela ISO 19650): necessidades de informação por elemento e por finalidade, em vez de uma escala única. «LOD 300» é o atalho de conversa; o LOIN é a língua da norma.
Em scan-to-BIM, a modelação LOD 200–350 típica portuguesa fica entre €0,5 e €4,5 por m² a partir de nuvem existente; cada degrau acima do uso necessário multiplica o tempo sem comprar nada. O guia de preços traz os intervalos completos.
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